Ipplan e Defesa Civil apresentam Observatório de Riscos Climáticos a especialistas em ciência de dados e clima do Ceará

Encontro reforçou a importância do Observatório para o futuro próximo da cidade
Transformação urbana
13/05/2026 • 08h19 | Atualizado há 01dia 17horas

O Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza convidou os principais especialistas em clima e modelagem de dados do Ceará para uma reunião de alto nível para apresentar-lhes o Observatório de Riscos Climáticos de Fortaleza (ORC). O encontro, realizado no dia 11 de maio, no Ipplan, serviu para discutir perspectivas em torno do clima da cidade no segundo semestre, e sobre como o ORC pode contribuir para a mitigação dos possíveis efeitos do fenômeno El Niño, que deve atingir todo o nordeste do Brasil no período.

O encontro contou com a participação de representantes da Funceme (Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos), da Defesa Civil de Fortaleza, da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e da Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio de diferentes departamentos e grupos de pesquisa, como o Labomar (Instituto  de Ciências do Mar), o Cepas (Centro Estratégico de Excelência em Políticas de Águas e Secas) e o Climas (Laboratório de Climatologia e Estudos Ambientais). A ocasião proporcionou um importante espaço para a apresentação da metodologia de trabalho do ORC, além de possibilitar a troca de conhecimentos e a coleta de contribuições técnicas dos participantes. 

A base de dados do Observatório servirá de subsídio para a construção do Protocolo de Calor e Saúde, previsto para ser lançado no segundo semestre de 2026, em parceria com a Defesa Civil e a Secretaria Municipal da Saúde. A participação colaborativa de especialistas ao longo da elaboração do protocolo contribuirá para garantir um documento tecnicamente consistente e fundamentado em evidências científicas. O processo também contará com o envolvimento da sociedade civil, de diferentes setores e de instituições municipais e estaduais, fortalecendo uma construção coletiva e integrada. 

“Contamos com cientistas do clima reconhecidos internacionalmente, que compreendem profundamente os riscos climáticos aos quais nossa cidade está exposta. O papel institucional do Ipplan é fortalecer o diálogo com a comunidade acadêmica, buscando validar metodologias e dados para garantir que estamos seguindo o caminho mais adequado”, destacou Artur Bruno, Presidente do Ipplan Fortaleza. Ressaltando ainda que, diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, é fundamental antecipar cenários e possíveis impactos, o que demanda planejamento estratégico, colaboração e ações orientadas por conhecimento técnico e científico. 

A reunião foi um primeiro passo para o fortalecimento do ORC como ferramenta para o planejamento das ações do município na área climática. Na avaliação da professora Lidriana Pinheiro, Diretora do Labomar, “a integração entre ciência, planejamento e gestão pública é essencial para fortalecer a capacidade de Fortaleza diante dos riscos climáticos. O IPPLAN demonstra sensibilidade e visão de futuro ao conduzir uma agenda moderna e mobilizadora frente aos desafios da adaptação e da resiliência climática. Saímos desta primeira reunião muito motivados”.

O Observatório dos Riscos Climáticos, as estações meteorológicas em tempo real e o Protocolo de Calor e Saúde estão entre as principais entregas do Projeto Calor e Saúde de Fortaleza, conduzido pelo Ipplan Fortaleza, Defesa Civil e Secretaria Municipal da Saúde (SMS). A iniciativa é promovida pela Parceria por Cidades Saudáveis (Partnership for Healthy Cities – PHC), coordenada pelas instituições Vital Strategies, Bloomberg Philanthropies e Organização Mundial da Saúde, com o objetivo de impulsionar cidades mais saudáveis, inclusivas e resilientes.

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